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Relação Pós-Natal
dezembro 26th, 2016 by admin

RikaVirusAula4


Vamos combinar aqui que a última coisa que estamos preocupadas é o aniversário do menino Jesus. Muito menos o trio parada dura, “Reco Reco, Bolão e Azeitona”, vulgo Os Três Reis Magos. Estávamos preocupadas mesmo se “ele” iria aparecer. Se mandaria ao menos uma mensagem de “Jingle Bell Jingle Bell Jingle Bell Rooock”! Quiçá um hidratante ameixa do boticário! Qualquer coisa “tava” valendo!

Deu 22h00, 23h00, 00h00, 01h42 e nada!

Pronto! Você resolve ligar para Trump, Putin e recrutar a ala das Baianas do “inshalá” Estado Islâmico.

Você vai dormir duas horas depois, jurando que “agora deu”. Você chegou ao seu limite! Afinal, nem um “Merry Christmas”?! “Que palhaçada!!”, você pensa.

Eis que no dia seguinte, após aquele almoço gordura gluten, você resolve dar uma espiadinha no celular…. e Opa! Lá está uma mensagem retardatária dizendo: “Hohoho, Feliz Natal!”.

Hohoho?

Hohoho?!!!

Vontade de enfiar um tapa bem no meio daquela cara!

Depois de tanto sofrimento, choro, dinheiro gasto na cartomante, no Índio Cacique Xamâmico, no pai Antoine de Oxumaré (Antoine porque ele é francês e possui um chateou ao invés de um terreiro…mais chique né minha gente…rssrs) ?! Depois de tudo, só um “Hohoho”?

Que é? Tá rouco esse cabra? Tá entalado com alguma sardinha natalina que ele comeu na casa daquela tia que ama fazer sardinhada?

E o que a gente faz agora? Abstrai? Retribui a mensagem? Fica em silêncio?

No final das contas, você pensa, pensa, pensa, tenta falar comigo, o que obviamente foi em vão, porque eu estava tomando a minha Champagne Francesa caríííssimmmmaa e já estava pra lá de Bagdá, e resolve responder.

Sábia decisão. É melhor responder de uma forma polida fazendo um tipo “olha como eu sou phina, infinitamente superior e descolada na praça”, do que simplesmente não responder nada e passar o resto do domingo se contorcendo no sofá pensando na morte da bezerra.

Então você resolve mandar: “Um lindo Natal e que o menino Jesus abençoe a todos em sua bela família”.

“Bela”? Você pensa?

A mãe dele gosta de escutar aquele pagodão, trêbada de cerrrveja, suando feito uma porca, enquanto o pai grita “benhê, pega mais farofa lá porque o prato de Arlindo aqui tá vazio”.

Que nooojo!

Mas você anseia entrar para aquele lar, não é mesmo minha cara? Seu sonho é passar o próximo feriado ouvindo um batidão ensurdecedor, enquanto a progenitora grita com aquela voz estridente “Júúuúúnior, bota mais geeeeeelo no isopor…”.

Creeeeedo! Isopor?

Não sei se a família daquela criatura que você tanto quer é do tipo citado, mas eu tenho certeza que assim como essa deva ter mais uns dez tipos igualmente insuportáveis. Tem até aquelas que assistem a missa do galo de cabo a rabo.

A propósito, eu gosto de assistir a missa do galo. Mas eu sou maluca. Eu não conto como referência. Sou eu querendo assistir, enquanto meu pai ronca, meu marido dizendo “tira disso” e minha mãe rindo. Uma família “normal”.

Enfim resposta dada, resposta enviada, resposta entregue e resposta lida.

Agora é aguardar a noite da tortura parte 2: O Réveillon.

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